Provérbios sobre as pessoas e as suas actividades

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Provérbios sobre as pessoas e as suas actividades

Mensagem por Lusitana Cultura em Sex Fev 06, 2015 11:10 am

Aos homens
 
» Homem prudente pode mais que o valente.

» Homem prevenido vale por dois.

» Homem precatado, homem dobrado.

» Homem apaixonado não quer ser aconselhado.

» Homem de palha vale mais que mulher de oiro.

» Homem de bem, palavra de rei.

» Homem casado com mulher feia tem a fama segura.

» Homem, barca; mulher, arca.

» Homem, na praça; mulher, em casa.

» Homem que cheire a pólvora; mulher que cheire a incenso.

» O homem põe e Deus dispõe.

» Um homem é um homem, um gato é um bicho.

» Homem endividado: todo o ano apedrejado.

» Homem honrado: antes morto que injuriado.

» Homem de capa no Verão: ou roto ou ladrão.

» Um homem nunca chora, mesmo que veja as tripas de outro

» Os homens não se medem aos palmos.

» De homem para homem, não há diferença de boi.

» Os homens conhecem-se pelas palavras, os bois pelos cornos.

» Homem peludo, ou forte ou amorudo.

» Homem barbado, homem honrado.

» Homem de barba ruiva, uma diz, outra cuida.

» Homem velhaco, três barbas ou quatro.

» A homem calado e mulher barbada, em tua casa não

» Homem ruivo e mulher barbuda, de longe os saúda.

» Homem com fala de mulher nem o diabo o quer.

» Homem ruço: mau pêlo, má casta e mau cabelo.

» Acautela-te do homem que não fala e do cão que não ladra.

» Marido sem cuidado e casa sem telhado, de graça, é caro.

» De homem muito cortês foge de vez.

» De homem assinalado toma cuidado.

» Homem do mar, cabeça no ar.

» Homem e guerra, vê-los a meia légua.

» Homem grande, besta de pau.

» Homem pequeno, saco de veneno.

» Homem pequeno, coração ao pé da boca.

» Homem pequenino, ou velhaco ou dançarino.

» Homem pequenino, ou embusteiro ou bailarino.

» Homem magro, não de fome, fugir dele que não é homem.

» Homem magro, não de fome, é diabo, não é homem.

» Homem pobre com pouco se alegra.

» Homem pobre: meia de seda e caldeirão de cobre.

» Homem pobrete mas alegrete.

» Quanto mais roto mais garoto.

» Homem avascado: nem quieto nem calado.

» Homem que bate no peito, velhaco perfeito.

» Homem que reza e chora, Deus nele mora.

» Homens Joões ou brutos ou bufôes.

» Homens, três por nove ruas.

» Homem velho e mulher nova: filhos até à cova.

» Perde-se o velho por não poder e o novo por não saber.

» O homem que em novo não trabalha, em velho dorme na palha.

» O homem é fogo, a mulher estopa: quando se juntam, vem o diabo e sopra.

» Três coisas deitam o homem a perder: muito falar e pouco saber; muito gastar e pouco ter; » muito presumir e pouco valer.

» Três coisas mudam o homem: a mulher, o jogo e o vinho.

» Três coisas enganam o homem: as mulheres, os copos pequenos e a chuva miudinha.

» Morra um homem, deixe fama.



Às mulheres  

» Menina feia: mulher bonita.

» Mulher e franga, que caiba na manga.

» A mulher e a sardinha quer-se da mais pequenina.

» Sardinha e mulher: a maior que houver.

» A mulher e a pescada quer-se da mais alentada.

» À mulher brava, soga larga.

» À mulher parida e teia urdida, nunca faltou guarida.

» Mulher parida quer galinha.

» Mulher parida: nem farta nem limpa.

» É bem casada a que não tem sogra nem cunhada.

» Sogras são sogas. Cunhadas são cunhas.
» Mulher, como o vento e ventura, depressa muda.

» Mulher assobiadeira ou é bruxa ou feiticeira.

» Mulher sem vergonha é pior que peçonha.

» Mulher que a dois ama a dois engana.

» Mulher que bem se arreia nunca é feia.

» Não é brava a mulher que cabe em casa.

» Livra-te da mula que faz him e da mulher que sabe latim.

» Do mar, se tira o sal; e da mulher, o mal.

» Com afagos, a mula e a mulher fazem o que o homem quer.

» Digna é de fama a mulher que não tem fama.

» Mulheres, onde estão, sobejam; onde não estão, faltam.

» Antes mulher de ninguém que amante de alguém.

» Formosura de mulher não faz o homem rico.

» À mulher casta Deus lhe basta.

» O melão e a mulher estão mais no acertar do que no escolher.

» O mal da mulher entra-lhe pelos ouvidos.

» Mulher honrada não tem ouvidos nem olhos.

» É boa e honrada e viúva sepultada.

» Da má mulher te guarda e da boa não te fies nada.

» Da galinha, a preta; da pata, a parda; e da mulher, a sarda.



À família  

» Bom pai: estimá-lo; ruim pai: respeitá-lo.

» O pai impertinente faz o filho desobediente.

» Vale mais ruim pai do que bom padrasto.

» Pai rico: filho nobre e neto pobre.

» Pai aforrador: filho gastador.

» Pai avaro: filho pródigo.

» Tal pai, tal filho.

» Filho és, pais serás; conforme fizeres, assim acharás.

» Quem faz filhos em mulher alheia perde-lhes o feitio.

» Pai tiveste, mãe não conheceste: diabo te fizeste.

» A quem não quer boa mãe dá-se-lhe ruim madrasta.

» Madrasta: o nome lhe basta.

» Filha casada: mãe desafogada.

» Filha casada: filha apartada.

» Quem casa filha depenado fica.

» Fica casada ao pé da porta é como cabra ao pé da porta.

» Filhos casados: cuidados dobrados.

» O filho e amigo: pão e castigo.

» Antes filho de pobre do que escravo de rico.

» O bom filho à boa casa torna.

» Nunca o filho esteve tão bem como no ventre de sua mãe.

» Quem tem filhos tem cadilhos. Quem os não tem, tem cadilhos também.

» Quem não tem marido não tem amigo.

» Vale mais marido diabo do que filho santo.

» Entre marido e mulher, não metas a colher.

» Entre irmãos, não metas as mãos.

» Quem dá é tio.

» A casa das tias não vás todos os dias.

» Cunhadas são cunhas.

» Cunhadas são unhadas.

» De cunhado, nunca bom recado.

» Sogras são sogas.

» Quem dos seus foge, dos alheios é escornado.

» Viverá sempre com espinhos quem vive com maus parentes ou maus vizinhos.



Aos amigos
 

» Amigo de mesa não é de firmeza.

» Não me dês nada, mas mostra-me agrado.

» Amigo fiel e prudente é melhor do que parente.

» Amigo velho vale mais que dinheiro.

» Bom amigo é melhor do que parente ou primo.

» Amigo diligente é melhor que parente.

» Amigo verdadeiro, vale mais do que o dinheiro.

» A casa do teu amigo não vás sem ser requerido.

» Amigos de longe, contas de perto.

» As boas contas fazem os bons amigos.

» Amigos velhos, contas novas.

» Amigos, amigos, contratos à parte.

» Bom amigo: bom conselho.

» Conselho de amigo: aviso do céu.

» Quem me avisa meu amigo é.

» Quem do amigo despreza o aviso, é ingrato e falta de siso.

» Arrenego do meu amigo que me encobre o perigo.

» Ao amigo não encubras o teu segredo, para que não venhas a perdê-lo.

» Defeitos do meu amigo lamento-os, mas não os maldigo.

» Quem não te ama, na praça te difama.

» Nunca queiras do teu amigo mais do que ele quer contigo.

» Do amigo não esperes aquilo que tu puderes.

» Amigo não empata amigo.

» Amigos e caminhos, se não se frequentam, ganham espinhos.

» Aonde te querem muito, não vás muito a miúdo.



À medicina caseira  

» Quem come a correr, do estômago vem a sofrer.

» Ao comer, nem um sobrescrito ler.

» Depois de comer, nem uma letra ler.

» Depois de jantar e depois de cear, passear.

» Quem em Maio não merenda à morte se encomenda.

» Quem ceia e logo se vai deitar má noite há-de passar.

» A ceia quer-se sem sal, sem luz e sem moscas.

» Quem bem ceia bem dorme.

» Ceia pouco: dormirás como um louco.

» Lombrigas e largas ceias têm as sepulturas cheias.

» Ao que demais come abre-lhe o garfo a cova.

» Se és velho e comilão, prepara o teu caixão.

» Mais mata a gula que a espada.

» Quem come pouco aproveita muito.

» Come como são e bebe como doente.

» Conforme comemos, assim vivemos.

» Come bem e folga: terás vida longa.

» Não comas quente: não perderás o dente.

» Não comas cru nem andes com o pé nu.

» O peixe deve nadar três vezes: na água, no molho e no vinho.

» Peixe de Maio a quem o pedir dai-o.

» Sável em Maio: maleitas todo o ano.

» Sardinha em Abril: vê-la e deixá-la ir.

» Em Agosto, nem sardinhas nem mosto.

» Por S. Silvestre, bacalhau é peste.

» Mais vale romper sapatos que lençóis.

» Contra os maus humores, grandes suores.

» O braço quer peito, a perna leito.

» Quem sofre de coração não tome banho suão.

» Livra-te dos ares, que eu te livrarei dos males.

» Mordedura de cão cura-se com o pêlo do mesmo cão.

» Leitão e ovos, dos velhos fazem novos.

» Vai-se o mal, comendo ovos sem sal.

» Quem bem urina dispensa medicina.

» Fora de horas urinar, sinal de enfermar.

» Vida regrada, vida prolongada.

» Vida desregrada, velhice pesada.

» Comidas apimentadas: borbulhas às carradas.

» A doença e a dor conhecem-se pela cor.

» Doença bem tratada é pouco prolongada.

» Quem bem se cura muito dura.

» Quem bem se cura não se regala.

» O que arde cura.

» Para grandes males grandes remédios.

» Mais cura a dieta que a lanceta.

» Mal que não tem cura é a velhice e a loucura.

» Pior é ter mau médico do que estar enfermo.

» A doença é o celeiro do médico.

» Deus é que cura e os médicos é que recebem o dinheiro.

» Quem tem doença abra a bolsa e tenha paciência.

» Quem quiser morrer de velho siga este conselho: casar tarde, enviuvar cedo, fugir do salgado e do azedo.

» Cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém.

» Feridas de ternura quem as faz também as cura.

» Quando o mal é de morte, o remédio é morrer.

» Mel, se o achaste, come o que baste.

» Dores, com pão, depressa se vão.

» Come pão, bebe água e viverás sem mágoa.

» Debaixo da nogueira, não faças cabeceira.

» Come queijo de ovelha, manteiga de vaca e leite de cabra.

» Para ter saúde, pouca cama, pouco prato e muito sapato.



» Rodas e advogados, só andam se bem untados.


» Alfaiate, mal vestido; sapateiro, mal calçado.


» Almocreve cavaleiro não ganha dinheiro.


» Da muita neve se queixa o almocreve.


» Ama gorda, pouco leite.


» Barqueiro a barqueiro, não leva dinheiro.


» Fome de caçador, sede de pescador.


» Tapa, massa, enquanto o caldeireiro passa.


» Caldeireiro na terra: chuva na serra.


» Cesteiro que faz um cesto faz um cento se tiver verga e tempo.


» No tempo da tomateira não há fraca cozinheira.


» Mais vale bom estômago do que boa cozinheira.


» Quem faz a cozinheira ligeira é a boa fogueira.


» A criado novo, pão e ovo; a criado velho, pau e demo.


» Ao fim do ano, o criado parece-se com o amo.


» Ao confessor e ao advogado não o tragas enganado.


» Ao confessor e ao advogado confessa o teu pecado.


» Dos enganos vivem os escrivães.


» Em má demanda, escrivão da minha banda.


» Estalajadeira à porta: poucos fregueses.


» Em casa de ferreiro, espeto de salgueiro.


» Nunca a boa fiandeira ficou sem camisa.


» Ninguém é [bom] juiz em causa própria.


» Quando o doente diz ai, o médico diz dai.


» Médico velho, cirurgião novo, boticário coxo.


» De médico e de louco todos temos um pouco.


» Erros de médico a terra os cobre.


» O melhor médico é o que se procura e não se encontra.


» Oleiro que faz a panela faz a tampa.


» Fraco é o padeiro que diz mal do seu pão.


» Pedreiro de Agarez põe uma pedra, caem três.


» Peixeira que não mente a bolsa lho sente.


» Pescador de cana come mais do que ganha.


» O poeta nasce, o advogado faz-se


» Quem se ensinou, sapateiro, a tocar rabecão?



Às actividades agrícolas e ao clima

» Por Sto Antão (17.1), neve pelo chão.

» Por S. Sebastião (20.1), laranja na mão.

» Por S. Matias (24.2), começam as enxertias.

» Por S. Matias, noites iguais aos dias.

» Por S. Marcos (25.4), bogas e sáveis nos barcos.

» Por S. Barnabé (16.5), seca a palha pelo pé.

» Pelo S. João (24.6), ceifa o pão.

» Pelo S. João, lavra se queres ter pão.

» Lavra pelo S. João: terás palha e grão.

» No S. João, semeia de gabão.

» Pelo S. João, deve o milho cobrir o cão.

» Pelo S. João, figo na mão.

» Até ao S. João, é sezão.

» Para o S. João guarda o melhor tição.

» Até ao S. João sempre de gabão.

» Ande por onde andar o Verão, há-de vir pelo S. João.

» Galinhas de S. João, pelo Natal, ovos dão.

» Sardinha de S. João pinga no pão.

» Ande o calor por onde andar, pelo Santo António (13.6), há-de chegar.

» No dia de S. Pedro (29.6), vai ver o olivedo. Se vires um bago, conta um cento.

» Por S. Pedro, fecha o rego.

» Por Santa Marinha (18.7), vai ver a tua vinha.

» Por Santa Ana (26.7), limpa a pragana.

» Por S. Gens (25.Cool, vareja as nozes se as tens.

» Chuva por Santo Agostinho (26.Cool, é como se chovesse vinho.

» Por S. Mateus (21.9), pega nos bois e lavra com Deus.

»Por S. Mateus, vindimam os sisudos e semeiam os sandeus.

» Por S. Mateus, conta as ovelhas, que os cordeiros são teus.

» Nas têmporas de S. Mateus, pede bom tempo a Deus.

» Nas têmporas de S. Mateus, não peças chuva a Deus.

» Águas verdadeiras por S. Mateus as primeiras.

» Quem planta no S. Miguel (29.9), vai à horta quando quer.

» Quem se aluga no S. Miguel não se senta quando quer.

» S. Miguel soalheiro enche o celeiro.

» S. Miguel das uvas, tanto tardas e tão pouco duras!

» S. Miguel passado, tanto manda o amo como o criado.

» Se houvesse dois S. Miguéis no ano, não havia moço que parasse no amo.

» Por S. Francisco (4.10), semeia o trigo, O velho que tal dizia já semeado havia.

» S. Francisco veja o teu campo arado e teu trigo semeado.

» Por S. Lucas (18.10), colhidas estão as uvas.

» Por S. Lucas, mata os porcos e tapa as cubas.

» Por Santa Ireia (20.10), pega nos bois e semeia.

» Por S. Judas (28.10), colhidas são as uvas.

» Por S. Simão (29.10), semear sim, navegar não.

» Por S. Simão, favas na mão.

» No dia de S. Simão, quem não faz magusto não é bom cristão.

» Quem não planta horta pelos Santos (1.11), inveja a dos vizinhos e espreita pelos cantos.

» Por Todos os Santos, neve pelos cantos.

» Pelo S. Martinho (11.11), semeia a fava e o linho.

» Pelo S. Martinho, mata o porco e semeia o cebolinho.

» Queres espantar o vizinho? Lavra e estruma no S. Martinho.

» No dia de S. Martinho, encerra o porquinho, souta o soutinho e prova o teu vinho.

» Por S. Clemente (22.11), alça a mão da semente.

» Pelo Santo André (30.11), faz o reco cué... cué...

» Por Santo André, pega no porco pelo pé. Se ele disser cué, cué, diz-lhe que tempo é; se ele disser que tal, que tal, guarda-o para o Natal.

» Santa Luzia (13.12) não quer neve. S. Gonçalo não a pede.

» Dos Santos ao Natal, Inverno natural.

» Tudo vem no seu tempo e o nabal pelo Advento.

» Dos Santos ao Advento, pouca chuva e pouco vento.

» No Advento, racham as pedras com o vento.

» Pelo Natal, poda natural.

» Pelo Natal, sacha o faval.

» Quem vareja antes do Natal deixa o azeite no olival.

» Se queres bom alhal, planta-o pelo Natal.

» No Natal, tem o alho bico de pardal.

» Caindo o Natal à segunda-feira, pode o lavrador alugar a eira.

» Ande o frio onde andar, no Natal há-de chegar.

» Natal molhado: ano melhorado.

» No Natal, é bom chover e melhor nevar.

» Mal vai a Portugal se não houver três cheias antes do Natal.

» Rimos molhados: carros quebrados.

» Chuva na Ressurreição fura as nozes e leva o pão. Chuva na Ascensão das pedras faz pão.

» Chuva no S. João bebe o vinho e come o pão.

» Chuva por S. Martinho é como se chovesse vinho.

» Nunca passou por mau tempo a chuva da Primavera e do Advento.

» No Natal, fiar; no Entrudo, dobar; na Quaresma, tecer; e na Páscoa, coser.

» Boa é a neve que em seu tempo vem.

» Boa nevada: terra estrumada.

» Sete nevadas e um nevão dão muito pão.


» Ano de nevão: ano de pão.

» Ano nevoso: ano formoso.

» Em ano de muita neve, paga o lavrador o que deve.

» Folga o pão debaixo do nevão.

» Folga o trigo debaixo da neve como a ovelha debaixo da pele.

» Quer chova, quer neve, quem tem sede bebe.

» Com vento, se limpa o trigo e os vícios com castigo.

» Com vento de feição, boa navegação.





Lusitana Cultura

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