Adágios sobre o vinho

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Adágios sobre o vinho

Mensagem por Lusitana Cultura em Sex Fev 06, 2015 11:28 am

Quem se lava com vinho, torna-se menino.
Pão, vinho e parte no Paraíso.
A mulher e o vinho tiram o homem do seu juízo.
Quem é amigo do vinho de si mesmo é inimigo.
Ao bebedor não lhe falta vinho, nem à fiandeira linho.
Ao menino e ao borracho põe-lhe Deus a mão por baixo.
Vinho quanto bebas!
Muita parra pouca uva.
Vinho e amigo, o mais antigo!
Azeite, vinho e amigo, do mais antigo.
O vinho é o sangue dos velhos.
Por cima do melão vinho de tostão.
Pão com olhos, queijo sem olhos, vinho que salte aos olhos.
Carne, pão e vinho é que anda o caminho.
Carne de hoje, pão de ontem, vinho do outro Verão, fazem o homem são.
Dia de S. Tiago vai à vinha e colhe um bago.
Pelo S. Martinho fura o teu pipinho.
Covas1 e Pinho2 e Vila da Ponte3 sem vinho.
Quem ceia vinho almoça água. E daqui o dizem em Vila Real.
Quem ceia em Vinhais almoça em Fontes4.
Vinagre em charneca é vinho de três anos (Alentejo).
Se queres conhecer o teu amigo, dá-lhe vinho.


1 - De Barroso
2 - De Chaves
3 - Barroso
4 - Povoação de Trás-os-Montes

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Re: Adágios sobre o vinho

Mensagem por Lusitana Cultura em Sex Fev 06, 2015 11:30 am


Ditos sobre o vinho  
 

Quando o vinho está misturado com água, diz-se que passou pelo poço do Bispo (Lisboa).
Ele é da cepa e não da giesta, da barriga sobe para a testa.
Este não emborracha, mas agacha.
Vinho de Pêrre mata a fome e a sede (Barcelos).
Molhar a palavra é beber.
F. bebe é o mesmo que dizer que bebe muito vinho.
Beber um xeréu é dar uma fugida do trabalho para ir beber meio quartilho de vinho a uma taberna (Penafiel).
O quinto mandamento do pobre é:
Não bebe vinho, nem branco nem tinto (Miranda do Douro).
De quem está bebendo vinho por uma garrafa diz-se que está tocando a recolher (Lisboa).
Em Lisboa, receita-se contra a gripe: abife-se, avinhe-se e abafe-se.
Quem bebe vinho ao deitar-se diz que o faz p’rá sossega.
Come-se uma isca de febra assada para fazer boca para a pinga.
Bebe-se para endireitar as canelas.
Tudo isto é para os santos golos.
Quando se está a deitar vinho a alguém num copo e se pergunta até onde quer, o bebedor, se é gracioso, responde: - Basta cheio.
Quando o copo está cheio de vinho, costuma dizer-se a quem o vai beber: «Dá-lhe um beijinho, para se não entornar.»
De alguém que bebe muito diz-se por ironia: «Não bebe senão por baixo do nariz um dedo!» (Tolosa).
Diz-se a respeito do que bebe muito numa taberna: «Aquilo é bota e deita e não olha e conta» (Lisboa).
Os que numa taberna observam alguém que está pingueiro costumam dizer ao dono ou à dona da mesma: «Encha, tia Maria (ou tio Manuel)! Pequenos e grandes, nem que seja vinagre ou água de sabão!» (Lisboa).
Diz-se a um bêbedo: «és como o S. Martinho, quanto ganhas e não ganhas tudo é para vinho» (Tolosa).
De quem cambaleia pela rua ouve-se dizer: «aquele vai d’asa caída, de parede a parede» (Gáfete).
Quando alguém aparece magoado, com feridas na cara, sem se saber a razão, diz-se-lhe: «Isso foi o Vinhais!»
Deitar carga ao mar é deitar fora o vinho inteiro (Lisboa).
Em relação à gente de Arruda ouve-se: «os proprietários de Arruda têm as chaves das adegas de prata», isto é, brancas, pelo muito uso que se lhes dão.
Passar como cão por vinha vindimada é passar sem querer que se perceba que se passa.

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